Melhores Dashboards Power BI: como transformar dados em decisões
Ter muitos dados não significa, necessariamente, ter informações úteis.
Todos os dias, por exemplo, as empresas acumulam informações sobre vendas, clientes, marketing, finanças, estoque, atendimento, produção e desempenho operacional. Entretanto, quando esses dados ficam espalhados entre planilhas, sistemas e diferentes plataformas, encontrar uma resposta rapidamente pode se tornar um verdadeiro desafio.
É justamente nesse cenário que os melhores dashboards Power BI ganham importância.
Com um dashboard bem estruturado, gestores podem acompanhar os indicadores mais relevantes em uma única tela, identificar tendências, comparar resultados e, consequentemente, tomar decisões com maior rapidez e segurança.
Além disso, o Power BI permite trabalhar com diferentes tipos de visualizações, modelos semânticos e recursos interativos. Dessa forma, os visuais funcionam como verdadeiros blocos de construção dos relatórios, transformando dados e cálculos em informações que ajudam a identificar padrões, tendências e relações.
Por esse motivo, criar um bom dashboard não significa simplesmente colocar vários gráficos em uma tela. Pelo contrário, é necessário organizar as informações de maneira estratégica para que o usuário consiga compreender os dados e encontrar rapidamente aquilo que realmente importa.
Assim, a escolha dos indicadores, dos gráficos e da estrutura visual deve estar diretamente relacionada aos objetivos do negócio.
Por isso, ao longo deste artigo, você vai conhecer os principais tipos de dashboards Power BI, entender como escolher os indicadores corretos, descobrir quais gráficos utilizar e aprender como estruturar um painel profissional para diferentes áreas da empresa.
Ao final, você terá uma visão mais clara de como transformar dados dispersos em informações organizadas e, principalmente, em decisões mais eficientes.
O que é um dashboard Power BI?
Um dashboard Power BI é uma representação visual dos principais indicadores, métricas e informações de uma empresa.
Em termos práticos, ele reúne dados relevantes em uma interface visual para facilitar o acompanhamento dos resultados. No serviço do Power BI, especificamente, o dashboard é estruturado em uma única página, reunindo visualizações chamadas de blocos ou tiles. Esses elementos, por sua vez, podem apresentar informações provenientes de relatórios e modelos semânticos.
Dessa maneira, em vez de analisar grandes volumes de dados individualmente, o usuário consegue visualizar os principais resultados de forma mais organizada e objetiva.
Por exemplo, imagine que um diretor queira responder rapidamente a perguntas como:
- Quanto vendemos este mês?
- Qual foi o faturamento?
- Qual produto vendeu mais?
- Qual região apresentou melhor desempenho?
- Quantos novos clientes conquistamos?
- Qual foi o custo de aquisição?
- Estamos acima ou abaixo da meta?
Nesse cenário, em vez de abrir várias planilhas, consultar diferentes sistemas e comparar informações manualmente, o gestor pode encontrar esses dados em um único painel visual.
Além disso, quando o dashboard é estruturado corretamente, os indicadores podem ser organizados de maneira que as informações mais importantes apareçam primeiro. Assim, o usuário consegue identificar rapidamente o que está acontecendo e, em seguida, aprofundar a análise quando necessário.
Como resultado, o processo de análise se torna muito mais rápido e eficiente. Consequentemente, o dashboard deixa de ser apenas uma ferramenta para visualizar números e passa a funcionar como um recurso de apoio à tomada de decisões.
Dashboard Power BI é a mesma coisa que relatório?
Não exatamente.
Essa é uma diferença importante para quem está pesquisando os melhores dashboards Power BI.
Um dashboard é uma tela única voltada principalmente para acompanhamento e monitoramento.
Já um relatório Power BI pode possuir várias páginas e permitir uma análise muito mais detalhada dos dados. Os relatórios oferecem recursos como filtros, interação entre visuais, drill-through e navegação entre páginas.
De forma simplificada:
Dashboard:
“Como está o negócio?”
Relatório:
“Por que isso está acontecendo?”
Por isso, os dois recursos podem trabalhar juntos.
Um dashboard apresenta os principais indicadores.
Em seguida, o usuário pode selecionar uma informação e aprofundar a análise no relatório relacionado.
Por que utilizar dashboards Power BI?
As empresas podem utilizar dashboards para diferentes objetivos e, principalmente, para transformar grandes volumes de dados em informações mais fáceis de interpretar.
Primeiramente, eles facilitam a visualização dos dados, permitindo que informações que poderiam estar espalhadas em planilhas e sistemas sejam apresentadas de maneira mais organizada.
Além disso, os dashboards permitem centralizar indicadores importantes em um único ambiente. Dessa forma, gestores e equipes conseguem acompanhar os principais resultados sem precisar consultar diversas fontes separadamente.
Entre os principais benefícios estão:
- acompanhamento de metas;
- análise de desempenho;
- identificação de tendências;
- comparação de períodos;
- acompanhamento financeiro;
- análise comercial;
- monitoramento de marketing;
- análise de produtividade;
- acompanhamento de estoque;
- acompanhamento de atendimento;
- identificação de oportunidades;
- apoio à tomada de decisão.
Nesse sentido, um dashboard pode facilitar tanto o acompanhamento de resultados quanto a identificação de possíveis problemas. Por exemplo, ao comparar diferentes períodos, o gestor pode perceber uma queda nas vendas ou uma mudança significativa no comportamento dos clientes.
Da mesma forma, ao acompanhar indicadores financeiros, comerciais ou operacionais em tempo real ou em intervalos atualizados, a empresa pode identificar situações que exigem atenção com maior rapidez.
Consequentemente, o gestor deixa de depender exclusivamente de relatórios manuais e passa a contar com uma visão mais centralizada e dinâmica das informações.
Como resultado, os dashboards Power BI podem contribuir para uma análise mais ágil, organizada e orientada por dados, permitindo que decisões sejam tomadas com base em informações mais claras e acessíveis.
O que faz um dos melhores dashboards Power BI?
Um bom dashboard não é, necessariamente, aquele que possui mais gráficos.
Na verdade, quando um painel apresenta informações demais, o excesso de elementos pode dificultar a interpretação e, consequentemente, prejudicar a análise.
Por isso, um dos melhores dashboards Power BI é aquele que consegue responder rapidamente às perguntas mais importantes do negócio, sem obrigar o usuário a procurar a informação em meio a uma grande quantidade de elementos visuais.
Dessa maneira, um bom painel precisa reunir alguns princípios fundamentais:
Clareza
Primeiramente, o usuário precisa entender o que está vendo. Para isso, títulos, indicadores, gráficos e informações complementares devem ser apresentados de maneira clara e organizada.
Objetividade
Além disso, os indicadores mais importantes precisam aparecer primeiro. Assim, o usuário consegue identificar rapidamente os principais resultados, sem precisar analisar todo o painel antes de encontrar uma informação relevante.
Contexto
Da mesma forma, um número isolado pode não significar muita coisa.
Por exemplo, saber que uma empresa faturou R$ 500 mil pode parecer positivo. Entretanto, esse valor ganha significado quando comparado com a meta, com o período anterior ou com outros indicadores relevantes.
Comparação
Por isso, é interessante apresentar comparações sempre que elas ajudarem na interpretação.
Dessa forma, o usuário consegue entender se determinado resultado melhorou, piorou ou permaneceu estável ao longo do tempo.
Hierarquia visual
Além da organização das informações, a hierarquia visual também é fundamental. Nesse sentido, os elementos mais importantes devem receber maior destaque, enquanto informações secundárias podem ocupar espaços menos proeminentes.
Assim, o olhar do usuário é direcionado naturalmente para aquilo que realmente importa.
Interatividade
Quando necessário, filtros, segmentações e recursos de navegação podem permitir que o usuário aprofunde a análise.
Por exemplo, um gestor pode visualizar inicialmente as vendas gerais e, em seguida, filtrar os resultados por período, região, produto ou vendedor.
Consequentemente, o mesmo dashboard pode atender a diferentes necessidades de análise sem precisar apresentar todas as informações simultaneamente.
Consistência
Por fim, cores, fontes, títulos, formatos e elementos visuais precisam seguir uma lógica consistente.
Isso porque, quando cada parte do painel utiliza um padrão diferente, a interpretação pode se tornar mais difícil. Por outro lado, uma identidade visual consistente facilita a compreensão e torna a experiência mais profissional.
Nesse sentido, design não é apenas estética.
É comunicação.
Em outras palavras, um dos melhores dashboards Power BI não é aquele que simplesmente parece bonito, mas aquele que consegue comunicar informações importantes de forma rápida, clara e eficiente.
Os melhores dashboards Power BI precisam ter mMuitos gráficos?
Não.
Na verdade, esse é um dos erros mais comuns ao criar dashboards Power BI.
À primeira vista, um painel cheio de elementos pode parecer sofisticado e completo. Entretanto, quanto maior a quantidade de informações apresentadas simultaneamente, maior pode ser a dificuldade para interpretar os dados.
Imagine, por exemplo, um dashboard contendo:
- 12 gráficos;
- 8 tabelas;
- 15 cartões;
- 4 mapas;
- 6 filtros;
- 3 indicadores circulares;
- diversos elementos decorativos.
Em um primeiro momento, esse painel pode transmitir a sensação de ser completo e profissional. Porém, na prática, o excesso de informações pode gerar poluição visual, dificultar a identificação dos indicadores importantes e tornar a navegação extremamente cansativa.
Por isso, antes de adicionar qualquer novo visual ao dashboard, faça uma pergunta simples:
“Qual decisão esse elemento ajuda o usuário a tomar?”
Se houver uma resposta clara, o visual provavelmente possui uma função relevante dentro do painel.
Por outro lado, se não houver uma resposta objetiva, talvez esse elemento não precise estar ali.
Dessa maneira, cada gráfico, cartão, tabela ou filtro passa a ter uma finalidade específica. Além disso, o painel se torna mais limpo, organizado e fácil de interpretar.
Em outras palavras, um dos melhores dashboards Power BI não é aquele que apresenta a maior quantidade de informações, mas aquele que apresenta as informações certas, no momento certo e da maneira mais clara possível.
Assim, menos elementos podem significar mais clareza e, consequentemente, decisões melhores.
10 exemplos de melhores dashboards Power BI
Existem diferentes tipos de dashboards.
A seguir, apresentamos alguns dos modelos mais úteis para empresas.
1. Dashboard de vendas Power BI
O dashboard de vendas é, sem dúvida, um dos modelos mais utilizados pelas empresas.
Isso acontece porque seu principal objetivo é apresentar, de maneira rápida e clara, o desempenho comercial da organização.
Para isso, o painel pode reunir diferentes indicadores relacionados às vendas, permitindo que gestores acompanhem os resultados e identifiquem rapidamente possíveis oportunidades ou problemas.
Entre os principais KPIs estão:
- faturamento;
- número de vendas;
- ticket médio;
- margem;
- quantidade de clientes;
- novos clientes;
- vendas por vendedor;
- vendas por produto;
- vendas por região;
- conversão;
- meta;
- percentual da meta alcançada.
Por exemplo, imagine que o dashboard apresente os seguintes indicadores:
Faturamento
R$ 850.000
Meta
R$ 1.000.000
Atingimento
85%
Mesmo sendo informações simples, esses três indicadores já fornecem uma visão inicial bastante importante. Afinal, o gestor consegue identificar quanto foi vendido, qual era o objetivo definido e, principalmente, quanto desse objetivo já foi alcançado.
Além disso, esses números podem servir como ponto de partida para uma análise mais aprofundada.
Por exemplo, depois de visualizar o atingimento da meta, o usuário pode analisar como o faturamento evoluiu ao longo dos meses. Dessa maneira, gráficos de linha podem mostrar se as vendas estão crescendo, diminuindo ou permanecendo estáveis.
Em seguida, outros visuais podem apresentar o desempenho por vendedor, produto ou região. Assim, o gestor consegue não apenas saber quanto a empresa vendeu, mas também compreender onde, quando e como os resultados foram gerados.
Como resultado, um dashboard de vendas bem estruturado transforma números isolados em uma visão mais completa do desempenho comercial, facilitando tanto o acompanhamento das metas quanto a tomada de decisões estratégicas.
Como estruturar um dashboard comercial
Uma estrutura eficiente pode ser organizada de maneira hierárquica, começando pelos indicadores mais importantes e, em seguida, avançando para análises mais detalhadas.
Primeira linha
Primeiramente, a parte superior do dashboard deve apresentar os principais KPIs, permitindo que o gestor tenha uma visão rápida do desempenho comercial.
- faturamento;
- meta;
- atingimento;
- ticket médio.
Dessa forma, logo ao abrir o painel, o usuário consegue entender a situação geral das vendas e verificar se os resultados estão próximos dos objetivos estabelecidos.
Segunda linha
Em seguida, podem ser apresentados gráficos que ajudam a compreender como os resultados foram construídos.
- vendas por mês;
- vendas por região;
- vendas por vendedor.
Assim, além de saber o resultado geral, o gestor consegue identificar tendências e diferenças de desempenho. Por exemplo, pode perceber se determinada região está vendendo mais ou se algum vendedor apresenta resultados acima da média.
Terceira linha
Depois dessa visão inicial, o dashboard pode aprofundar a análise com informações mais específicas.
- produtos mais vendidos;
- clientes;
- funil comercial.
Nesse momento, o usuário passa da visão geral para uma análise mais detalhada do processo comercial. Consequentemente, consegue identificar quais produtos possuem maior demanda, quais clientes representam maior relevância e em que etapa do funil estão concentradas as oportunidades.
Filtros
Por fim, filtros podem permitir que o usuário personalize a análise de acordo com suas necessidades.
Entre as opções, podem estar:
- período;
- vendedor;
- região;
- produto;
- segmento.
Dessa maneira, o gestor consegue começar com uma visão geral e, posteriormente, aprofundar a análise utilizando os filtros disponíveis.
Como resultado, o dashboard mantém uma estrutura organizada e, ao mesmo tempo, oferece flexibilidade para investigar diferentes aspectos do desempenho comercial.
22. Dashboard financeiro Power BI
O dashboard financeiro ajuda a acompanhar, de forma centralizada, a saúde econômica da empresa.
Nesse sentido, ele reúne indicadores que permitem compreender como os recursos financeiros estão sendo gerados, utilizados e distribuídos ao longo do tempo.
Entre as principais informações que podem ser apresentadas estão:
- receita;
- despesas;
- lucro;
- margem;
- fluxo de caixa;
- contas a receber;
- contas a pagar;
- inadimplência;
- orçamento;
- realizado;
- projeções.
Além disso, esses indicadores podem ser apresentados em conjunto para facilitar comparações. Por exemplo, ao analisar o orçamento e o valor realizado, o gestor consegue identificar se os resultados estão dentro do que havia sido planejado.
Da mesma forma, a comparação entre receitas e despesas pode ajudar a compreender a evolução da margem e do lucro ao longo dos períodos.
Nesse caso, entretanto, a escolha dos indicadores precisa ser ainda mais cuidadosa.
Afinal, decisões financeiras dependem de informações confiáveis, atualizadas e apresentadas dentro do contexto correto. Por isso, não basta simplesmente reunir diversos números em um único painel.
É necessário, antes de tudo, definir quais perguntas financeiras o dashboard precisa responder e quais indicadores realmente ajudam o gestor a tomar decisões.
Dessa maneira, o painel financeiro pode funcionar não apenas como uma ferramenta de acompanhamento, mas também como um recurso para identificar desvios, antecipar possíveis problemas e apoiar o planejamento da empresa.
Como resultado, um dashboard financeiro bem estruturado proporciona uma visão mais clara da situação econômica do negócio e facilita decisões baseadas em dados.
Exemplo de dashboard financeiro
Para visualizar melhor como isso funciona na prática, imagine um dashboard financeiro que apresente, logo no início, os principais indicadores da empresa:
Receita
R$ 1,2 milhão
Despesas
R$ 850 mil
Lucro
R$ 350 mil
Margem
29,2%
Com esses indicadores, o gestor já consegue obter uma visão inicial da situação financeira. Além disso, a relação entre receita, despesas e lucro permite compreender rapidamente quanto a empresa está gerando e qual parcela desse resultado permanece como lucro.
Em seguida, um gráfico pode apresentar a evolução mensal dos resultados. Dessa maneira, o gestor consegue observar tendências e identificar períodos de crescimento, queda ou estabilidade.
Outro visual, por sua vez, pode comparar:
Orçado x realizado
Essa comparação é especialmente importante, porque permite verificar se os resultados estão seguindo aquilo que foi planejado. Caso exista uma diferença significativa, o gestor pode investigar as causas e avaliar se é necessário tomar alguma ação.
Como resultado, o dashboard não apenas apresenta números, mas também facilita a identificação rápida de desvios, tendências e pontos que precisam de atenção.
Assim, informações financeiras que poderiam exigir a análise de diversos relatórios podem ser organizadas em uma visão única, tornando o processo de acompanhamento mais ágil e objetivo.
3. Dashboard de marketing Power BI
Para equipes de marketing, os dashboards podem reunir dados provenientes de diversas plataformas e, dessa forma, criar uma visão mais completa do desempenho das campanhas e das ações digitais.
Por exemplo, é possível integrar informações de:
- Google Ads;
- Meta Ads;
- Google Analytics;
- CRM;
- site;
- redes sociais;
- plataformas de e-mail;
- vendas.
Nesse sentido, o dashboard funciona como uma verdadeira central de performance. Em vez de analisar cada plataforma separadamente, a equipe consegue visualizar diferentes indicadores em um único ambiente.
Além disso, essa centralização facilita a comparação entre canais e campanhas. Assim, fica mais fácil identificar quais estratégias estão gerando resultados e quais precisam ser ajustadas.
Entre os principais KPIs de marketing estão:
- investimento;
- impressões;
- cliques;
- CTR;
- CPC;
- leads;
- CPL;
- conversões;
- taxa de conversão;
- receita;
- ROAS;
- CAC.
Por exemplo, o investimento mostra quanto foi destinado às campanhas, enquanto métricas como cliques, CTR e CPC ajudam a compreender o desempenho dos anúncios. Em seguida, indicadores como leads, CPL e taxa de conversão permitem analisar a eficiência da geração de oportunidades.
Por outro lado, métricas como receita, ROAS e CAC ajudam a conectar o desempenho do marketing aos resultados financeiros do negócio.
Dessa maneira, o dashboard não fica limitado a mostrar quantas pessoas visualizaram ou clicaram em um anúncio. Pelo contrário, ele pode acompanhar toda a jornada, desde o investimento inicial até a geração de leads, conversões e receita.
Como resultado, a equipe de marketing consegue tomar decisões com uma visão mais ampla dos dados e, consequentemente, identificar com maior facilidade onde investir, quais campanhas otimizar e quais canais apresentam melhor desempenho.
Dashboard de marketing: exemplo
Para entender melhor como esses indicadores podem trabalhar juntos, imagine um dashboard que apresente os seguintes resultados:
Investimento
R$ 25.000
Leads
1.250
CPL
R$ 20
Vendas
100
CAC
R$ 250
Receita
R$ 120.000
ROAS
4,8x
Em conjunto, esses indicadores podem fornecer uma visão muito mais estratégica do desempenho do marketing. Afinal, em vez de analisar apenas uma métrica isoladamente, a equipe consegue acompanhar a relação entre investimento, geração de oportunidades, aquisição de clientes e receita.
Por exemplo, o investimento mostra quanto foi destinado às ações de marketing, enquanto o número de leads ajuda a compreender o volume de oportunidades geradas. Em seguida, métricas como CPL e CAC permitem analisar quanto está sendo gasto para gerar leads e adquirir clientes.
Além disso, ao observar a receita e o ROAS, é possível relacionar os investimentos realizados aos resultados financeiros obtidos.
Entretanto, é importante evitar uma análise baseada exclusivamente em métricas de vaidade.
Curtidas e impressões podem, sim, ser relevantes para determinados objetivos. Porém, dependendo da finalidade da campanha, métricas relacionadas à geração de oportunidades, conversões e receita podem ser muito mais importantes.
Dessa maneira, o dashboard deve priorizar os indicadores que realmente ajudam a responder às perguntas do negócio.
Como resultado, em vez de simplesmente mostrar que uma campanha teve muitas visualizações ou interações, o painel pode ajudar a compreender quanto foi investido, quantas oportunidades foram geradas, quantos clientes foram conquistados e qual retorno esse investimento produziu.
4. Dashboard de SEO Power BI
O Power BI também pode ser utilizado para analisar o desempenho de estratégias de SEO. Nesse contexto, o dashboard pode reunir informações de diferentes fontes e transformar métricas de busca orgânica em uma visão mais clara da evolução do site.
Entre os principais indicadores que podem ser acompanhados estão:
- cliques orgânicos;
- impressões;
- CTR;
- posição média;
- sessões orgânicas;
- palavras-chave;
- páginas mais acessadas;
- conversões;
- leads orgânicos;
- receita orgânica.
Além disso, o dashboard pode permitir a comparação entre diferentes períodos. Dessa maneira, a equipe consegue observar não apenas os resultados atuais, mas também como eles estão evoluindo ao longo do tempo.
Por exemplo:
Janeiro
50 mil impressões
Fevereiro
68 mil impressões
Março
91 mil impressões
Nesse caso, é possível perceber um crescimento contínuo nas impressões ao longo dos três meses. Entretanto, apenas esse indicador não é suficiente para determinar se a estratégia de SEO está realmente gerando resultados para o negócio.
Por isso, é interessante analisar também cliques, CTR, posições, conversões, leads e receita orgânica. Assim, a equipe consegue compreender não apenas se o site está aparecendo mais nas buscas, mas também se esse aumento de visibilidade está contribuindo para os objetivos da empresa.
Como resultado, o dashboard de SEO pode transformar diferentes métricas em uma visão mais estratégica, facilitando a identificação de tendências, oportunidades de otimização e possíveis problemas.
Dessa forma, em vez de analisar os dados de SEO de maneira isolada, a equipe consegue acompanhar a evolução da performance orgânica e relacioná-la aos resultados efetivamente gerados pelo site.
Dashboard de SEO para uma agência
Além de acompanhar o desempenho interno, uma agência pode utilizar o Power BI para criar um dashboard personalizado para cada cliente. Dessa maneira, as informações de SEO podem ser apresentadas de forma mais organizada, visual e estratégica.
Por exemplo, o painel pode ser dividido em diferentes áreas:
Visão geral
Primeiramente, uma visão geral pode apresentar os principais indicadores do projeto:
- tráfego orgânico;
- leads;
- conversões;
- palavras-chave;
- evolução.
Assim, o cliente consegue entender rapidamente como a estratégia está evoluindo, sem precisar analisar dezenas de métricas individualmente.
Conteúdo
Em seguida, uma área específica pode acompanhar o desempenho dos conteúdos publicados:
- páginas publicadas;
- páginas com crescimento;
- páginas em queda.
Com isso, a agência consegue demonstrar quais conteúdos estão apresentando evolução e, ao mesmo tempo, identificar páginas que precisam de otimização.
Palavras-chave
Além disso, o dashboard pode apresentar a evolução das posições orgânicas:
- top 3;
- top 10;
- top 20;
- oportunidades.
Dessa forma, fica mais fácil visualizar não apenas quantas palavras-chave estão posicionadas, mas também onde existem oportunidades de crescimento.
Conversão
Por fim, é importante conectar o SEO aos resultados do negócio:
- leads;
- vendas;
- receita.
Essa etapa é especialmente importante, porque permite demonstrar que o trabalho de SEO não está relacionado apenas ao aumento de tráfego ou à conquista de posições no Google. Em vez disso, a análise pode mostrar como o tráfego orgânico contribui efetivamente para a geração de oportunidades e resultados financeiros.
Nesse sentido, o dashboard deixa de ser apenas uma ferramenta operacional e passa a funcionar como um verdadeiro instrumento de apresentação de resultados.
Como consequência, a agência consegue apresentar informações de maneira mais clara para o cliente, enquanto o próprio cliente passa a ter uma visão mais objetiva sobre o impacto das estratégias de SEO.
Assim, um bom dashboard de SEO ajuda a transformar métricas técnicas em uma narrativa de resultados: o que foi feito, o que mudou e, principalmente, qual impacto isso trouxe para o negócio.
5. Dashboard de RH Power BI
O setor de Recursos Humanos também pode utilizar dashboards.
Entre os indicadores estão:
- número de funcionários;
- admissões;
- desligamentos;
- turnover;
- absenteísmo;
- tempo médio de contratação;
- custo por contratação;
- distribuição por área;
- faixa salarial;
- treinamentos.
Por isso, um dashboard de RH pode ajudar gestores a compreender mudanças na força de trabalho.
6. Dashboard de atendimento
Empresas que possuem equipes de suporte podem acompanhar:
- chamados;
- chamados abertos;
- chamados encerrados;
- tempo médio de atendimento;
- tempo médio de resolução;
- SLA;
- satisfação;
- reincidência;
- atendimentos por canal.
Como resultado, gestores podem identificar gargalos.
Por exemplo:
Se o volume de chamados aumenta enquanto o tempo médio de resolução também cresce, existe um possível problema operacional.
7. Dashboard de estoque
No varejo e na indústria, estoque é um indicador crítico.
Um dashboard pode mostrar:
- estoque atual;
- estoque mínimo;
- produtos sem estoque;
- produtos parados;
- giro;
- cobertura;
- entradas;
- saídas;
- perdas;
- produtos mais vendidos.
Além disso, alertas podem ajudar a identificar situações que exigem atenção.
8. Dashboard de logística
Para operações logísticas, alguns indicadores importantes são:
- entregas realizadas;
- entregas atrasadas;
- prazo médio;
- custo por entrega;
- taxa de devolução;
- desempenho por transportadora;
- rotas;
- ocorrências.
Nesse sentido, mapas podem ser úteis.
Entretanto, mapas devem ser utilizados quando localização realmente ajuda na análise.
Não utilize um mapa simplesmente porque ele parece moderno.
9. Dashboard executivo
O dashboard executivo é diferente.
O CEO ou diretor normalmente não precisa acompanhar centenas de métricas.
Ele precisa visualizar os indicadores que representam a saúde do negócio.
Por exemplo:
Receita
Lucro
Margem
Vendas
Clientes
CAC
Churn
Meta
Forecast
Nesse caso, simplicidade é ainda mais importante.
10. Dashboard operacional
Já o dashboard operacional pode ser mais detalhado.
Por exemplo:
Uma equipe de vendas pode acompanhar:
- vendedor;
- cliente;
- oportunidade;
- etapa;
- valor;
- previsão;
- atividade;
- conversão.
Enquanto isso, o diretor pode acompanhar apenas:
Pipeline
Conversão
Receita prevista
Meta
Desse modo, o mesmo ecossistema pode atender diferentes níveis da organização.
Quais são os melhores gráficos para Power BI?
A escolha do gráfico depende da pergunta que você deseja responder.
Não existe um gráfico universalmente melhor.
Gráfico de barras
Excelente para comparação.
Por exemplo:
Vendas por vendedor
- João — R$ 150 mil
- Maria — R$ 135 mil
- Pedro — R$ 110 mil
Nesse caso, barras horizontais podem facilitar a comparação.
Gráfico de colunas
É útil para comparar períodos ou categorias.
Por exemplo:
Vendas por mês.
Janeiro → R$ 100 mil
Fevereiro → R$ 120 mil
Março → R$ 145 mil
Gráfico de linhas
Excelente para tendências.
Por exemplo:
- receita ao longo do tempo;
- tráfego;
- leads;
- despesas;
- usuários.
Se a pergunta for:
“Como esse indicador mudou?”
um gráfico de linhas pode ser uma excelente escolha.
Gráfico de pizza
Pode ser útil em situações específicas.
Entretanto, evite utilizar pizza para comparar muitas categorias.
Se existem 15 segmentos, por exemplo, a leitura pode ficar ruim.
Nesse caso, barras provavelmente serão mais eficientes.
Gráfico de dispersão
É útil para analisar relações entre variáveis.
Por exemplo:
Investimento em marketing x vendas
Você pode identificar se existe alguma relação entre as duas variáveis.
Mapa
É útil quando localização é importante.
Exemplos:
- vendas por estado;
- clientes por cidade;
- entregas por região;
- unidades por localização.
Entretanto, mapas não devem ser usados apenas como decoração.
Cartões de KPI
Os cartões são excelentes para indicadores-chave.
Por exemplo:
R$ 1,2 mi
Receita
ou:
87%
Meta atingida
O Power BI possui um visual de cartão atualizado que permite apresentar métricas com informações complementares e diferentes configurações de layout. A versão atualizada do cartão tornou-se geralmente disponível no lançamento de novembro de 2025.
Indicadores de meta
Um dashboard profissional precisa mostrar contexto.
Imagine:
Vendas: R$ 800 mil
Esse número sozinho não diz se é bom ou ruim.
Agora:
Meta: R$ 1 milhão
Realizado: R$ 800 mil
A situação fica clara.
Por isso, sempre que possível, apresente:
realizado + meta + comparação.
Como escolher os KPIs de um dashboard Power BI
Primeiramente, defina o objetivo.
Depois pergunte:
Qual decisão precisa ser tomada?
Por exemplo:
Se o objetivo é aumentar vendas:
- faturamento;
- conversão;
- ticket médio;
- pipeline;
- vendas por vendedor.
Se o objetivo é reduzir custos:
- despesas;
- custo por operação;
- margem;
- desperdício;
- eficiência.
Nesse sentido, o KPI precisa estar ligado a uma decisão.
KPIs de vaidade: cuidado
Algumas métricas parecem impressionantes.
Por exemplo:
1 milhão de impressões.
Parece excelente.
Entretanto, se não houve nenhuma conversão, o resultado pode não ser tão interessante.
Por isso, não construa dashboards apenas para mostrar números bonitos.
Construa dashboards para responder perguntas relevantes.

Os melhores dashboards Power BI contam uma história
Um bom painel possui narrativa.
Imagine:
Resultado
Vendas: R$ 2 milhões
Comparação
+18% versus período anterior
Meta
95% atingida
Explicação
Região Sudeste representa 54% das vendas
Oportunidade
Produto X cresceu 32%
Agora o dashboard conta uma história.
Como resultado, o gestor consegue interpretar os dados com mais facilidade.
Hierarquia visual em dashboards
Nem todos os elementos precisam ter o mesmo tamanho.
Uma boa estrutura pode ser:
Nível 1
KPIs principais.
Nível 2
Tendências e comparações.
Nível 3
Detalhamento.
Nível 4
Filtros e informações auxiliares.
Desse modo, o usuário entende primeiro o que importa.
Cores em dashboards Power BI
Cores devem possuir significado.
Por exemplo:
Verde: resultado positivo.
Vermelho: atenção.
Cinza: informação neutra.
Azul: identidade visual ou informação principal.
Entretanto, evite transformar o dashboard em um arco-íris.
Se cada gráfico possui uma cor diferente, a leitura pode ficar confusa.
A importância do espaço em branco
Espaço vazio não significa desperdício.
Na verdade, ele ajuda a separar informações.
Imagine dois grupos:
Indicadores financeiros
e
Indicadores comerciais
Se estiverem visualmente separados, o usuário entende melhor a estrutura.
Por isso, não tente preencher cada centímetro da tela.
Dashboards Power BI responsivos
Um dashboard também precisa considerar onde será visualizado.
Pode ser:
- computador;
- notebook;
- tablet;
- celular;
- televisão;
- painel operacional.
Nesse sentido, um layout que funciona perfeitamente em uma tela grande pode ficar ruim no celular.
Por isso, pense no dispositivo desde o início.
Power BI e interatividade
Um dos grandes diferenciais do Power BI é a capacidade de interação.
Os visuais de relatórios podem interagir por filtragem cruzada e realce cruzado, além de permitir navegação detalhada para outras páginas ou relatórios.
Imagine:
Você seleciona:
São Paulo
O restante do relatório passa a mostrar apenas dados de São Paulo.
Depois seleciona:
Produto A
Agora você vê:
Produto A em São Paulo.
Como resultado, o usuário consegue explorar os dados sem precisar criar vários relatórios diferentes.
Filtros e segmentações
Filtros são importantes.
Entretanto, excesso de filtros também pode prejudicar a experiência.
Os filtros mais comuns são:
- período;
- região;
- produto;
- vendedor;
- canal;
- categoria;
- cliente.
Por isso, escolha os filtros que realmente serão utilizados.
Drill-through
Imagine um dashboard mostrando:
Vendedor: João
Você seleciona João.
Depois, acessa uma página detalhada.
Ali aparecem:
- clientes;
- produtos;
- vendas;
- oportunidades;
- histórico.
Esse recurso permite sair de uma visão geral para uma análise específica.
Como resultado, o dashboard pode permanecer limpo sem perder profundidade analítica.
Dashboard Power BI com IA
A inteligência artificial também está cada vez mais integrada ao Power BI.
O Copilot pode ajudar em tarefas relacionadas à análise de dados, geração de conteúdo e criação de expressões DAX, entre outros recursos.
Nesse sentido, a IA pode auxiliar tanto quem cria quanto quem analisa relatórios.
Entretanto, a IA não elimina a necessidade de um modelo de dados bem estruturado.
Dados ruins continuam produzindo análises ruins.
Copilot e análise de dados
Imagine um gestor perguntando:
“Quais regiões tiveram queda nas vendas este trimestre?”
Recursos de IA podem ajudar a explorar essa pergunta em linguagem natural.
Isso torna a análise mais acessível para usuários que não dominam DAX ou ferramentas técnicas.
Porém, é importante validar respostas e garantir que o modelo semântico esteja bem preparado.
Q&A e a evolução para IA
O Power BI possui recursos de perguntas em linguagem natural.
Entretanto, a própria documentação atual informa que as experiências de Q&A estão previstas para deixar de existir em dezembro de 2026, recomendando o uso do Copilot para Power BI como alternativa mais integrada.
Por isso, conteúdos e projetos novos devem considerar a direção atual da plataforma.
DAX nos melhores dashboards Power BI
DAX é uma linguagem essencial para criar medidas e cálculos no Power BI.
Com DAX, é possível criar indicadores como:
- faturamento;
- crescimento;
- margem;
- acumulado;
- comparação anual;
- comparação mensal;
- média;
- participação;
- ranking.
Por exemplo:
Faturamento = SUM(Vendas[Valor])
Outro exemplo:
Ticket Médio =
DIVIDE(
[Faturamento],
[Quantidade de Pedidos]
)
A lógica exata dependerá do modelo de dados.
Por isso, DAX deve ser pensado em conjunto com a estrutura do modelo semântico.
Modelagem de dados: o segredo por trás de um bom dashboard
Muitas pessoas acreditam que Power BI é principalmente design.
Entretanto, um dashboard bonito com dados mal modelados pode apresentar problemas graves.
Uma boa estrutura envolve:
- tabelas;
- relacionamentos;
- dimensões;
- fatos;
- medidas;
- calendário;
- hierarquias.
Como resultado, o dashboard pode ser mais confiável e performático.
Dashboard bonito não significa dashboard eficiente
Imagine dois dashboards.
Dashboard A
Visualmente impressionante.
Mas:
- demora para carregar;
- possui métricas confusas;
- não mostra metas;
- mistura conceitos;
- possui dados desatualizados.
Dashboard B
Mais simples.
Porém:
- carrega rapidamente;
- apresenta KPIs corretos;
- mostra tendências;
- facilita decisões;
- possui filtros objetivos.
Qual é melhor?
O segundo.
Por isso, performance e usabilidade devem vir antes da decoração.
Como melhorar a performance dos dashboards Power BI
Algumas práticas importantes incluem:
- otimizar o modelo;
- evitar visuais desnecessários;
- revisar medidas;
- reduzir consultas complexas;
- analisar relacionamentos;
- limitar dados desnecessários;
- utilizar o Performance Analyzer.
O Power BI oferece o Performance Analyzer para identificar quanto tempo diferentes elementos do relatório levam para carregar e ajudar a encontrar gargalos.
Nesse sentido, performance também faz parte do design.
Dados atualizados são fundamentais
Um dashboard só é útil se os dados forem confiáveis.
Por isso, defina:
Quando os dados serão atualizados?
Pode ser:
- diariamente;
- várias vezes ao dia;
- em intervalos definidos;
- em tempo quase real, dependendo da arquitetura.
Além disso, informe ao usuário quando ocorreu a última atualização.
Assim, ele sabe o quão atual é a informação.
Segurança em dashboards Power BI
Nem todos os usuários devem visualizar os mesmos dados.
Imagine:
Diretor
→ todos os dados.
Gerente regional
→ sua região.
Vendedor
→ seus clientes.
Nesse cenário, controles de acesso e modelagem de segurança são fundamentais.
Além disso, dados confidenciais precisam de políticas adequadas de compartilhamento e exportação.
O Power BI possui mecanismos de permissões que controlam inclusive quem pode visualizar ou exportar dados de determinadas visualizações.
Como compartilhar dashboards Power BI
Os dashboards podem ser compartilhados através do ecossistema do Power BI, dependendo da configuração e das licenças utilizadas.
A documentação da Microsoft informa que o compartilhamento de dashboards pode exigir Power BI Pro ou Premium por Usuário, salvo cenários específicos de capacidade Premium/Fabric.
Por isso, antes de implementar um projeto corporativo, avalie:
- licenciamento;
- usuários;
- capacidade;
- segurança;
- compartilhamento.
Power BI no celular
Outro ponto importante é a mobilidade.
Gestores nem sempre estão diante de um computador.
Por isso, dashboards podem ser consumidos através dos aplicativos móveis do Power BI.
Nesse sentido, o painel precisa ser pensado para leitura rápida.
Um diretor em deslocamento deve conseguir visualizar:
Receita
Meta
Lucro
Principais alertas
sem precisar ampliar uma dezena de gráficos.
Dashboard para diretoria: o que mostrar?
Um dashboard executivo pode começar com:
Receita
R$ X
Crescimento
+X%
Lucro
R$ X
Margem
X%
Clientes
X
Churn
X%
Meta
X%
Depois:
Receita por período
Resultado por unidade
Principais produtos
Alertas
Finalmente, uma página de análise detalhada pode aprofundar cada indicador.
Dashboard para gestores
Gestores precisam de mais detalhes.
Por exemplo:
- equipe;
- produtos;
- clientes;
- regiões;
- metas;
- desempenho individual.
Nesse caso, o relatório pode ter várias páginas.
O dashboard executivo funciona como entrada.
O relatório funciona como aprofundamento.
Dashboard para equipes de marketing
Uma estrutura interessante pode ser:
Visão geral
- investimento;
- leads;
- CPL;
- vendas;
- receita;
- ROAS.
Tráfego
- sessões;
- usuários;
- canais;
- páginas.
Campanhas
- investimento;
- impressões;
- cliques;
- CTR;
- CPC.
Conversão
- leads;
- oportunidades;
- vendas;
- receita.
Como resultado, marketing deixa de ser avaliado apenas por métricas superficiais.
Dashboard para agência de marketing
Uma agência pode utilizar dashboards para apresentar resultados aos clientes.
Isso pode reduzir a dependência de relatórios manuais.
Além disso, cria uma experiência mais profissional.
Imagine um cliente acessando:
Painel de resultados
e encontrando:
- tráfego;
- leads;
- anúncios;
- SEO;
- redes sociais;
- conversões;
- vendas.
Nesse sentido, o dashboard se transforma também em uma ferramenta de relacionamento.
Dashboard Power BI e automação de relatórios
Uma das grandes vantagens de centralizar dados é reduzir tarefas repetitivas.
Imagine uma equipe que todos os meses:
- exporta dados;
- abre planilhas;
- copia números;
- cria gráficos;
- atualiza apresentações;
- envia por e-mail.
Agora imagine automatizar grande parte desse processo.
Como resultado, a equipe pode dedicar mais tempo à análise e menos tempo à montagem manual.
Melhores dashboards Power BI para pequenas empresas
Uma pequena empresa não precisa de um sistema gigantesco.
Um dashboard inicial pode apresentar:
Vendas
- faturamento;
- pedidos;
- ticket médio.
Financeiro
- receitas;
- despesas;
- lucro.
Marketing
- leads;
- investimento;
- vendas.
Clientes
- novos;
- recorrentes;
- ticket.
Isso já pode fornecer uma visão muito relevante.
Melhores dashboards Power BI para grandes empresas
Empresas maiores podem precisar de estruturas mais sofisticadas.
Por exemplo:
- múltiplos departamentos;
- unidades;
- regiões;
- produtos;
- equipes;
- níveis hierárquicos;
- segurança por usuário;
- múltiplas fontes;
- automação;
- governança.
Nesse caso, o projeto deve ser tratado como uma solução de Business Intelligence, não apenas como um gráfico bonito.
Como criar um dashboard Power BI do zero
O processo pode seguir estas etapas.
Etapa 1 — Defina o objetivo
Qual problema será resolvido?
Etapa 2 — Defina o usuário
Quem utilizará o dashboard?
Etapa 3 — Liste as perguntas
O que essa pessoa precisa descobrir?
Etapa 4 — Escolha os KPIs
Quais indicadores respondem às perguntas?
Etapa 5 — Organize os dados
Quais fontes serão utilizadas?
Etapa 6 — Modele os dados
Crie relacionamentos e medidas.
Etapa 7 — Escolha os visuais
Utilize o gráfico adequado para cada pergunta.
Etapa 8 — Desenvolva o layout
Crie hierarquia visual.
Etapa 9 — Teste
Verifique dados, filtros e desempenho.
Etapa 10 — Publique
Compartilhe com os usuários.
Etapa 11 — Monitore
Acompanhe utilização e qualidade.
Desse modo, você cria um dashboard baseado em necessidade real.
Checklist dos melhores dashboards Power BI
Antes de publicar, verifique:
- O objetivo está claro?
- O público está definido?
- Os KPIs são relevantes?
- Existe comparação com metas?
- Existe comparação temporal?
- Os gráficos são adequados?
- O layout possui hierarquia?
- As cores possuem significado?
- Existe espaço suficiente?
- Os filtros são necessários?
- O dashboard funciona em diferentes telas?
- Os dados estão atualizados?
- O modelo está otimizado?
- A segurança foi configurada?
- O desempenho foi testado?
- As informações podem ser interpretadas rapidamente?
Se várias respostas forem “não”, o painel provavelmente precisa de melhorias.
Erros que devem ser evitados
Excesso de gráficos
Mais informação não significa mais inteligência.
Excesso de cores
Cores demais prejudicam a hierarquia.
KPIs sem contexto
Um número sozinho pode enganar.
Falta de atualização
Dados antigos podem gerar decisões erradas.
Layout confuso
O usuário precisa procurar a informação.
Métricas irrelevantes
Nem tudo precisa estar no dashboard.
Falta de segurança
Dados estratégicos precisam de proteção.
Falta de documentação
Outras pessoas precisam entender como o painel funciona.
Como os melhores dashboards Power BI ajudam na tomada de decisão
Imagine um diretor olhando o dashboard pela manhã.
Ele percebe:
Vendas: -12%
Isso gera uma pergunta.
Então analisa:
Região Sul: -25%
Depois:
Produto X: -31%
Em seguida:
Estoque: baixo
Agora existe uma hipótese.
O problema pode estar relacionado à disponibilidade do produto.
O gestor consegue investigar.
Esse é o verdadeiro objetivo de um dashboard.
Não é mostrar dados.
É facilitar perguntas melhores.
Dashboard Power BI como ferramenta estratégica
Quando bem implementado, o Power BI pode sair do departamento de TI e chegar à gestão.
Marketing pode utilizar.
Vendas pode utilizar.
Financeiro pode utilizar.
RH pode utilizar.
Operações podem utilizar.
Diretoria pode utilizar.
Como resultado, a empresa começa a desenvolver uma cultura mais orientada por dados.
Power BI e cultura data-driven
Uma empresa orientada por dados não significa uma empresa que possui milhares de gráficos.
Significa uma organização que utiliza informações confiáveis para tomar decisões.
Nesse sentido, dashboards são uma das ferramentas que ajudam a construir essa cultura.
Porém, três elementos precisam caminhar juntos:
dados + pessoas + processos.
Sem pessoas preparadas, o dashboard não gera valor.
Sem processos, os indicadores não provocam mudanças.
E sem dados confiáveis, as decisões podem ser comprometidas.
Como a Content Marketing Brasil pode ajudar sua empresa
Criar um dashboard profissional é apenas uma parte de uma estratégia de dados.
Para empresas que desejam utilizar informações para melhorar marketing, vendas e posicionamento digital, é necessário conectar análise, estratégia e execução.
A Content Marketing Brasil trabalha com estratégias digitais que podem envolver marketing de conteúdo, SEO, tráfego pago, criação de sites, redes sociais, automação e análise de resultados.
Nesse sentido, dashboards Power BI podem complementar uma estratégia digital ao transformar diferentes fontes de informação em uma visão mais clara de desempenho.
Conheça a Content Marketing Brasil
Além disso, você pode acompanhar outros conteúdos estratégicos no blog da Content Marketing Brasil.
Dashboards Power BI para marketing: transforme dados em estratégia
Imagine reunir em um único ambiente:
SEO
Google Ads
Meta Ads
Analytics
CRM
Vendas
Agora imagine acompanhar:
- investimento;
- leads;
- vendas;
- receita;
- CAC;
- CPL;
- ROAS;
- tráfego;
- conversão.
Como resultado, a equipe consegue enxergar a jornada completa.
Investimento → tráfego → lead → oportunidade → venda → receita.
Essa visão é muito mais estratégica do que analisar cada plataforma separadamente.
Por que contratar uma empresa para criar seu dashboard Power BI?
É possível aprender Power BI sozinho.
Entretanto, um projeto profissional envolve muito mais do que colocar gráficos em uma tela.
É necessário compreender:
- negócio;
- indicadores;
- fontes de dados;
- modelagem;
- DAX;
- UX;
- visualização;
- segurança;
- performance;
- integração;
- governança.
Por isso, contar com profissionais pode acelerar a implementação e evitar erros.
Além disso, uma empresa especializada consegue transformar uma necessidade de negócio em uma solução de análise.
O que uma agência pode entregar em um projeto de dashboard?
Um projeto profissional pode incluir:
Diagnóstico
Entendimento dos objetivos.
Planejamento
Definição dos KPIs.
Integração
Conexão das fontes de dados.
Modelagem
Estruturação das informações.
Desenvolvimento
Construção do dashboard.
Design
Criação de uma experiência visual consistente.
Automação
Atualização dos dados.
Treinamento
Capacitação dos usuários.
Manutenção
Acompanhamento e evolução.
Desse modo, o dashboard deixa de ser um arquivo isolado e passa a fazer parte da operação.
Perguntas frequentes sobre os melhores dashboards Power BI
Qual é o melhor dashboard Power BI?
Não existe um único modelo melhor. O melhor dashboard é aquele que apresenta os indicadores necessários para o objetivo específico do negócio.
O que um dashboard Power BI deve mostrar?
Depende da área. Um dashboard de vendas pode mostrar faturamento, metas, ticket médio e conversão. Já um dashboard financeiro pode apresentar receita, despesas, lucro e margem.
Qual a diferença entre dashboard e relatório no Power BI?
O dashboard é uma tela única de acompanhamento no Power BI Service. Já o relatório pode possuir várias páginas e permite análises mais detalhadas.
Quantos gráficos um dashboard deve ter?
Não existe um número obrigatório. O ideal é utilizar somente os visuais necessários para responder às perguntas importantes do usuário.
Quais são os melhores gráficos para Power BI?
Depende do objetivo. Barras são excelentes para comparações, linhas para tendências, cartões para KPIs e mapas para informações geográficas.
Posso criar dashboard financeiro no Power BI?
Sim. O Power BI pode ser utilizado para acompanhar receitas, despesas, lucro, margem, orçamento, fluxo de caixa e diversos outros indicadores.
Posso criar dashboard de marketing?
Sim. É possível reunir informações de campanhas, tráfego, leads, conversões e vendas, dependendo das integrações disponíveis.
Power BI serve para pequenas empresas?
Sim. Uma pequena empresa pode começar com um dashboard simples contendo vendas, financeiro, clientes e marketing.
Power BI serve para grandes empresas?
Sim. Grandes empresas podem utilizar estruturas mais complexas, com múltiplas fontes, níveis de acesso, governança e diferentes áreas.
É possível integrar Power BI com outras ferramentas?
Sim. O Power BI trabalha com diversas fontes de dados e pode fazer parte de arquiteturas que conectam sistemas, bancos e plataformas.
O Power BI possui inteligência artificial?
Sim. O ecossistema atual inclui recursos de Copilot voltados a análise e criação de conteúdo relacionado aos dados.
Posso visualizar dashboards no celular?
Sim. O conteúdo do Power BI pode ser acessado por aplicativos móveis, além do navegador e de outros ambientes suportados.
Dashboard Power BI pode ser automatizado?
Sim. A atualização e integração dos dados podem ser estruturadas para reduzir tarefas manuais, dependendo das fontes e da arquitetura.
Preciso saber DAX para criar dashboards?
Não necessariamente para consumir dashboards. Entretanto, conhecimentos de DAX são muito importantes para quem desenvolve modelos e medidas mais avançadas.
Um dashboard bonito é necessariamente bom?
Não. Um dashboard precisa ser bonito, mas principalmente claro, confiável, rápido e útil para decisões.
Como melhorar um dashboard Power BI?
Comece removendo informações desnecessárias. Depois, revise KPIs, layout, cores, filtros, modelo de dados e desempenho.
Conclusão: os melhores dashboards Power BI são os que ajudam a decidir
Os melhores dashboards Power BI não são necessariamente os mais coloridos, complexos ou cheios de gráficos.
São aqueles que conseguem transformar dados em informação útil.
Primeiramente, é necessário compreender o objetivo.
Depois, definir o público.
Em seguida, selecionar os indicadores.
Logo após, organizar os dados.
Finalmente, desenvolver uma experiência visual que facilite a interpretação.
Nesse sentido, um dashboard profissional precisa equilibrar:
dados + tecnologia + design + estratégia.
Além disso, é importante lembrar que dashboard e relatório possuem funções diferentes.
O dashboard pode apresentar a visão geral.
O relatório pode permitir o aprofundamento.
Como resultado, os dois podem formar uma experiência completa de Business Intelligence.
Entretanto, o maior valor não está na ferramenta.
Está na decisão que acontece depois da análise.
Um dashboard mostra que as vendas caíram.
Uma boa gestão pergunta por quê.
O dashboard mostra que o custo aumentou.
A gestão investiga onde.
O dashboard mostra que determinada campanha converte melhor.
O marketing aumenta o investimento.
É assim que dados deixam de ser números e passam a gerar resultados.
Quer transformar seus dados em decisões?
A Content Marketing Brasil pode ajudar sua empresa a construir uma estratégia digital orientada por dados, conectando marketing, conteúdo, SEO, mídia paga, automação e análise de resultados.
Se sua empresa possui dados espalhados em planilhas, plataformas e sistemas diferentes, um projeto de Business Intelligence pode ser o próximo passo para transformar essas informações em uma visão estratégica.
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